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Animais geriátricosCom a evolução da medicina animal e a melhora da qualidade de vida dos donos, os cães e os gatos estão vivendo cada vez mais e, como consequência, a população idosa dos pets está aumentando. Porém os animais mais velhos têm necessidades diferentes dos mais novos e por isso é importante entender essas diferenças.

A geriatria é o ramo da medicina que cuida de assuntos relacionados com a idade avançada. Uma característica comum de todos os sistemas de envelhecimento são as alterações no organismo, muitas vezes progressivas e irreversíveis. Essas alterações podem ser aceleradas pelos efeitos de doenças, estresse, má nutrição, falta de exercícios, genética e ambiente.

“Os animais geriátricos encontram-se num estágio da vida em que o processo de envelhecimento afeta cada órgão. Mas, uma vez que existem órgãos que se debilitam mais rapidamente, é importante manter a atenção no animal. Dependendo da raça, eles têm diferentes taxas de crescimento e a maioria dos animais com 8 ou 9 anos são já considerados idosos. Muitas raças demonstram sinais de envelhecimento ainda mais cedo”, explica o médico-veterinário Hélio Margiota, que complementa: “Primeiramente deve haver o acompanhamento de perto por parte de um veterinário, porque, mesmo que o animal não apresente nenhum sinal de doença, o mesmo está vulnerável. De uma maneira geral, ocorrem alterações em vários órgãos e sistemas como pele, sistema respiratório, cardíaco, reprodutivo, digestivo, urinário, nervoso, ósseo, dentre outros”.

Outra alteração comum é com relação ao comportamento. Geralmente os animais idosos são menos sociáveis e não possuem muita paciência, seja com crianças ou com outros animais mais novos. Eles também perdem um pouco a vontade de brincar e de fazer exercícios físicos. Outros sintomas claros são irritabilidade, agressão e vocalização (resmungos).

 

Cuidando do animal

Animais mais velhos têm necessidades diferentes dos mais novos e por isso é importante para os donos entender essas diferenças. Atualmente a medicina veterinária apresenta muitos recursos para verificar a saúde do animal idoso, como exames de eletrocardiograma, radiografia e ultrassonografia, além dos laboratoriais (como exame de sangue completo, urina e fezes). O veterinário deverá indicar o momento certo para fazer esses exames.

“Um exame físico completo deve ser efetuado duas vezes por ano, como meio importante de detectar as primeiras manifestações de doenças. Análises laboratoriais são também essenciais para assegurar a boa saúde do animal de estimação, assim como para uma detecção precoce de doenças crônicas como diabetes, enfraquecimento das funções renais e do fígado e problemas cardiovasculares”, informa Hélio.

Um dos fatores de maior importância para aumentar a qualidade de vida do seu animal de estimação é com relação à alimentação. Animais com idade avançada são mais seletivos e muito mais sensíveis com relação à comida. Deve-se sempre levar em consideração o fato de que o cão ou gato com mais idade já se encontram com a dentição alterada, alguns até mesmo não possuem mais todos os dentes na cavidade oral, e uma alimentação específica (mais pastosa) deve ser administrada.

 

 


Com relação ao comportamento, a combinação de alguns medicamentos, muitas vezes homeopáticos ou florais, e atenção adequada podem reduzir esse problema.
Hélio Margiota é médico-veterinário (CRMV-SP Nº 24922) formado na Universidade Metodista de São Paulo.


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