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Alimentação do animalNão existe uma fórmula perfeita para se alimentar um pet, mas proporcionar uma boa alimentação para o animal é obrigação de todo dono. Esse ato não envolve muitos mistérios e, na matéria abaixo, o Idmed Pet mostra como é fácil alimentar um cão ou gato.

Quem tem um cão ou gato quer estar sempre seguro de que as refeições servidas a eles são equilibradas para atender às necessidades nutricionais do animal. Isso só é possível com o uso do alimento especialmente preparado para esses animais, no caso, as rações. Hoje existem no mercado vários alimentos completos e equilibrados, que atendem totalmente às necessidades de nutrição dos pets. No caso de um cão adulto, o alimento deve ser uma ração específica para sua raça e suas condições. Já a maioria dos gatos está bem adaptada para controlar o alimento que ingere em relação às suas necessidades.

(veja mais sobre alimentação básica na nossa seção específica para cães e gatos)

 

Comida pode, mas não do jeito que consumimos

Os médicos-veterinários Eduardo Filetti e Ana Paula Correia explicam que se pode dar comida ao animal desde que seja balanceada (ração caseira), mas essa formulação deve ser feita pelo médico-veterinário, que incluirá um suplemento vitamínico, devidamente formulado para cada caso específico. Porém a ração caseira não deve conter cebola e deve ser cozida e com pouco óleo. É indicada quando o animal não aceita a ração comercial. "A comida comum contém sal em excesso, gorduras e determinados tipos de temperos, como a cebola, que podem intoxicar o animal. Além disso, por não ser balanceada para a espécie animal, pode ser deficiente em proteína, vitaminas e sais minerais, ocasionando problemas dermatológicos, gastrointestinais e déficit de crescimento em filhotes, entre outros."

 


O que não pode faltar

Os médicos-veterinários explicam que, na alimentação de um pet, a qualidade da proteína depende, em grande parte, do seu teor de aminoácidos. O organismo pode produzir alguns aminoácidos, enquanto outros, denominados aminoácidos essenciais, devem ser fornecidos pela dieta. Os dez aminoácidos considerados essenciais para os cães são a histidina, isoleucina, leucina, arginina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano, valina e lisina. As dietas que proporcionam um equilíbrio apropriado de aminoácidos essenciais têm proteína de qualidade.

Esses aminoácidos são utilizados para a síntese proteica, para o crescimento e o reparo de tecidos e como fonte de nitrogênio.

Os felinos necessitam de onze aminoácidos essenciais, dos quais a arginina, a taurina e a metionina são especialmente necessárias. A cisteína e a tirosina são essenciais apenas quando a dieta é deficiente em metionina e fenilalanina, que são, respectivamente, seus precursores. A felinina, isovaltina e isobuteína são aminoácidos sintetizados exclusivamente pelos felinos. A exigência nutricional característica dos carnívoros torna os felinos dependentes de fontes de proteínas de alta qualidade, nas quais podem ser encontrados os aminoácidos essenciais para as atividades metabólicas vitais. Os felinos utilizam muito melhor a energia proveniente de aminoácidos, e até mesmo de gorduras, do que de carboidratos, portanto estes devem estar presentes em baixo teor na dieta.

Para saber onde encontrar todos esses elementos, basta olhar na tabela abaixo:

 

Nutrientes 

Fontes alimentares

Proteínas

Carne (crua ou levemente cozida), peixe cozido, ovos cozidos, leite (se o cão reage bem), queijo. Evite: restos com muitos nervos, ovos crus, peixe cru.

Fibras
 

Vegetais verdes (ervilhas, cenouras, verduras cozidas, pequenas quantidades de farelo de trigo).  Evite: repolho, cebola, nabo.

Vitaminas e minerais

Carbonato de cálcio, suplementos minerais, leveduras (vitaminas), derivados de leite (cálcio). Evite: qualquer excesso de suplementos.

Amido

Grãos bem cozidos (arroz, macarrão, milho, trigo). Evite: batata, pão, grãos crus.

Gorduras

Óleos vegetais (soja, milho, borragem).

 


Sinal vermelho para alguns alimentos

Entre os alimentos e bebidas proibidos para o consumo de cães e gatos estão:

* Abacate: folhas, semente e a fruta do abacate contêm uma substância tóxica chamada persina. Pode causar irritação gastrointestinal;

* Alimentos estragados ou embolorados: muitos tipos de bolor contêm uma toxina chamada aflatoxina, que pode causar vômito/diarreia, tremores musculares, e são hepatotóxicos;

* Bebidas alcoólicas em geral: podem levar a uma intoxicação séria e às vezes fatal;

* Café (todas as formas): contém cafeína, que pode causar danos, além de ser um estimulante cardíaco;

* Cascas de batatas: batatas e tomates contêm uma substância chamada solanina e outros alcaloides, que em grandes quantidades causam intoxicação;

* Cebola: cebolas contêm tiossulfato. Cachorros sensíveis a cebola podem desenvolver anemia. Em gatos a anemia pode ser fatal;

* Chocolate (todas as formas): contém teobromina, um composto diurético e estimulante cardíaco, podendo causar convulsões ou até mesmo levar a óbito;

* Frituras/gorduras: o problema principal destes alimentos é o dano gastrointestinal, hepático, pancreático, que em alguns casos pode resultar em uma pancreatite;

* Ossos naturais como pescoço de frango (devido à possibilidade de formação de fragmentos pontiagudos e da possibilidade de obstrução intestinal, quando deglutidos);

* Uvas e/ou uvas-passas: podem levar a intoxicação fatal;

* Xylitol: presente em alimentos dietéticos para humanos, causa intoxicação fatal.

 

 


Eduardo Ribeiro Filetti é médico-veterinário - CRMV-SP n.º 5.100 - formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor titular de Fisiologia Médica na Universidade Santa Cecília. Site: http://www.filetti.com.br


Ana Paula Correia é médica-veterinária - CRMV-SP 15.151.


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