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chocolate e animaisUma das guloseimas mais populares entre os humanos, o chocolate já conquistou muita gente importante. Mas quando se trata de animais, a situação se inverte. O que pode parecer um agrado ao cão ou gato na verdade é um ato extremamente prejudicial. De acordo com os médicos-veterinários Eduardo Filetti e Ana Paula Correia, "o chocolate contém um ingrediente chamado teobromina, que pertence ao grupo das xantinas (mesma família da cafeína e da teofilina). Substâncias pertencentes a esta família são estimulantes do sistema nervoso central (SNC).

A teobromina é um dos principais alcaloides encontrados no chocolate e em alguns chás, como o mate. Ela também é encontrada, em quantidades menores, no café. No caso dos cães, o metabolismo da teobromina é muito lento, e por isso o sistema nervoso e o músculo cardíaco destes animais tornam-se bastante vulneráveis, podendo resultar em complicações como arritmia, tremores musculares, aumento da produção de urina, hiperatividade e hiperexcitabilidade ou dor excessiva. Entretanto, depende da quantidade de chocolate que foi ingerida pelo animal. Estima-se que cerca de 100 a 150 mg de teobromina por kg de peso corpóreo do cão ocasionam reações tóxicas no animal. Embora existam variáveis a serem consideradas, como a sensibilidade individual do cão, tipo de chocolate e tamanho do animal".

Tipos diferentes de chocolate contêm quantidades diferentes de teobromina. Uma quantidade de apenas 56 gramas de chocolate comum ou 170 gramas de chocolate amargo já seria suficiente para matar o animal.

 

Substituindo o petisco

Doces definitivamente não são opções saudáveis para a alimentação dos animais. Além do risco de intoxicação, o excesso pode causar obesidade, problemas nos dentes e até diabetes.

Especialistas aconselham a dar frutas para os pets, como um pedaço de maçã ou laranja. O alimento, porém, não deve substituir as refeições. A ração é o alimento ideal para manter cães e gatos bem nutridos, mesmo que muitas vezes não seja tão apetitosa quanto um pedaço de chocolate. Os proprietários também devem prestar atenção na quantidade de comida, para o cão não engordar com o passar do tempo.

 

 

Eduardo Ribeiro Filetti é médico-veterinário (CRMV-SP n.º 5.100) formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor titular de Fisiologia Médica na Universidade Santa Cecília. Site: http://www.filetti.com.br


Ana Paula Correia é médica-veterinária (CRMV-SP 15.151).



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