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cachorro que come gramaQuem tem um cão ou gato em casa já deve ter visto o bicho comer grama. A princípio isso pode parecer estranho, já que as "verduras" em geral não fazem parte da dieta desses pets. Muitos inclusive acreditam que essa atitude pode fazer mal ao animal, e muitas vezes o impedem de comer grama. Mas isso está totalmente errado. Os médicos-veterinários Eduardo Filetti e Ana Paula Correia explicam que "o ato de ingerir grama é puramente instintivo, cada animal determina a quantidade necessária.

O mais interessante é que esse ato faz com que nossos cães, mesmo que instintivamente, consumam a clorofila, que inibe o crescimento bacteriano em feridas, combate as infecções de gengiva, de garganta e de úlceras gástricas e previne inflamações de intestino. Ela também é responsável pela renovação de tecidos, promove uma flora intestinal saudável para o animal e ativa enzimas para produzir vitaminas A, E e K".

O fato de cachorros comerem grama está diretamente ligado a seus parentes próximos, tais como lobos e raposas. Mas, de acordo com os médicos-veterinários entrevistados, cães comem gramas e matinhos quando se sentem com o estômago "enjoado". A grama age como um irritante do estômago, fazendo o animal vomitar a comida "indesejada" ou o "veneno" ingerido.

"Comer grama faz bem para o animal! Cães e gatos podem ingerir grama normalmente. No caso dos felinos, o ato de ingerir grama ajuda na regurgitação de bolas de pelo, que se formam no estômago à medida que o gato lambe o próprio corpo para se higienizar. Nos cães, a grama também melhora o funcionamento do intestino e ajuda a expulsar, por meio do vômito, alimentos que estejam causando mal-estar", afirmam.

 

Veterinários fazem ressalva

Tanto Eduardo quanto Ana Paula enfatizam que não é todo tipo de grama que o animal pode comer. "É preciso ter cuidado com a grama de jardins, do quintal ou da calçada, que pode estar contaminada com agrotóxicos e venenos. A ingestão desse tipo de grama pode ser tóxica e também, o que é muito preocupante, trazer endoparasitas (parasitas que vivem no interior do corpo) para o animal. Outro cuidado é com as plantas tóxicas cultivadas em casas e jardins, como a comigo-ninguém-pode, copo-de-leite, coroa-de-cristo, costela-de-adão e muitas outras. Portanto é mais seguro adquirir no mercado um produto próprio para cães e gatos, desenvolvido especialmente para que os pets possam se abastecer de fibras vegetais, sem agrotóxicos e sem toxidez ao organismo", finalizam.

 

 

Eduardo Ribeiro Filetti é médico-veterinário - CRMV-SP n.º 5.100 - formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor titular de Fisiologia Médica na Universidade Santa Cecília. Site: http://www.filetti.com.br

Ana Paula Correia é médica-veterinária (CRMV-SP 15.151).



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