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Cuidados com as orelhas dos cães e gatosUma das partes mais sensíveis do corpo dos cães e gatos definitivamente são as orelhas. Por se tratar de local quente, abafado e úmido, essas são áreas críticas dos pets. Porém a falta de higiene nessa região pode propiciar a criação de colônias de fungos, ácaros e bactérias.

Quando os animais estão saudáveis e as orelhas bem cuidadas, o resultado fica visível. Geralmente elas ficam com a cor rosada, a textura lisa e não produzem odor.

Mas se, por outro lado, essas partes do corpo do animal não forem bem cuidadas, o aspecto apresentado será grosseiro, cheio de descamação, cera, secreções ou sujeira, e se delas sair um cheiro forte, é sinal de que algo está errado. A causa pode ser infecção, inflamação, alergia ou até mesmo sarna otodécica.

Cães com orelhas longas e peludas, como o Coker, apresentam mais problemas nas orelhas do que as outras raças. De tão longas, suas orelhas tapam os ouvidos e ficam molhadas por entrarem na água quando o animal vai beber. Além, também, da tendência genética a seborreia (caspa). Mas mesmo os cães com orelhas eretas e pelo curto estão sujeitos a contrair otite. Os gatos também. Neles, inclusive, a sarna de ouvido é relativamente comum.

 

Algo não está certo

A maioria dos cães e gatos avisa que a orelha não está legal coçando-a com as patas, chacoalhando a cabeça, andando com a cabeça inclinada para o lado e, até mesmo, chorando ou uivando, no caso dos cães. Assim que o dono perceber sinais como esses, é importantíssimo socorrer o animal. Cheiro forte em cães é um sinal explícito de problemas de saúde, principalmente se o animal continua com o odor após o banho. Muitas vezes, esse cheiro tem origem justamente nos ouvidos. Não tratar o problema de ouvido resulta em muito incômodo para quem sofre disso.

"Se a orelha do cão ou gato estiver coçando muito ou houver presença de secreção purulenta ou enegrecida, o proprietário do animal deverá procurar um veterinário para achar a causa do problema e indicar o tratamento adequado", explica Carla Alice Berl, veterinária do Centro veterinário Pet Care, em São Paulo/SP.

Esse tipo de infecção, quando não tratada, pode ocasionar um "oto-hematoma". "Essa doença ocorre quando o cão começa a chacoalhar muito as orelhas e elas ficam batendo de um lado para outro, rompendo um vaso sanguíneo entre a pele e a cartilagem do pavilhão auricular, formando um hematoma", explica Carla.

Após a formação do coágulo, começa a haver a produção de um líquido fluido no local, o seroma. Nesse caso, imediatamente o cão deve ser levado à clínica veterinária, onde o profissional irá realizar uma cirurgia para a retirada desse líquido. Depois de retirado todo o seroma, a orelha deve receber um curativo para que a pele "cole" à cartilagem novamente.

 

Prevenção

O primeiro cuidado para prevenir infecções nas orelhas do animal é a higiene. De início é recomendado utilizar um cotonete umedecido em álcool ou com gel específico de limpeza, passado periodicamente e com delicadeza nas orelhas do animal. Espera-se que saia pouca sujeira, mas o suficiente para manter a higiene do animal.

Também é importante redobrar a atenção ao banhar o animal, colocando um chumaço de algodão dentro do ouvido dele, para não entrar água no aparelho auditivo.

É importante ter sempre em mente a necessidade de manter a higiene das orelhas do seu animal e criar o hábito de levá-lo periodicamente para um exame geral. Ao surgir sinal de que há algo estranho, torna-se necessário que o animal passe por uma consulta feita com médico-veterinário.

Outra dica, que ajuda a controlar as recidivas nos casos de orelhas peludas, é manter sempre os pelos da região tosados, colaborando assim para o problema não se tornar crônico.

 

 

Carla Alice Berl é médica-veterinária – CRMV/SP 3012 - formada pela USP, fundadora do Hospital Veterinário Pet Care e hoje presidente do Conselho Administrativo do Hospital



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