Busca

Eutanásia caninaDecidir pela eutanásia de um animal de estimação é uma das tarefas mais difíceis, tanto para os donos quanto para os veterinários. Esse processo exige muita compreensão sobre a situação atual do animal e muita confiança e certeza por parte dos médicos-veterinários para explicar quando o sofrimento do animal se torna maior do que a vontade de que ele continue vivo.

Ter um animal de estimação é a realidade (ou o desejo) de muitas pessoas. Em defesa deles, a cada ano no Brasil são criadas novas ONGs e associações, e no caso de cães e gatos, para tirá-los das ruas. Mas isso não é nem um pouco fácil. Cuidar de um animal envolve limites, respeito e muitas vezes atitudes não tão fáceis. Se o animal adoece e o sofrimento toma conta de sua vida, é preciso ter a prudência de decidir o que é melhor para ele, e nesses casos a eutanásia é uma forte opção.

Alguns proprietários de cães, gatos e outros animais de estimação já tiveram a dolorosa experiência de ter que optar pelo sacrifício de seus animais. Essa não é só uma decisão difícil, é também muito sofrida, pois o vínculo entre o homem e o animal é muito forte para ser quebrado subitamente e, o que é pior, por uma escolha do dono. O profissional veterinário tem o dever de orientar quanto ao curso da doença. “A eutanásia é a prática pela qual se abrevia a vida do animal com doença incurável de forma assistida e controlada por um veterinário”, afirma o médico-veterinário Daniel Yoshimy Hato.

Em 2008, o Conselho Federal de Medicina Veterinária alterou as metodologias preconizadas para a eutanásia em animais. Uma alteração importante foi a proibição do uso de CO e CO2, como utilizado na polêmica “câmara de gás”. A legislação indica o procedimento apenas para casos em que o bem-estar do animal está ameaçado, ou seja, como uma forma de eliminar a dor e a angústia do bichinho.

 

Como funciona

Em um processo de eutanásia, assim que o animal chega ao médico-veterinário, ele recebe uma sobredose de anestesia. Em alguns casos, dependendo do estado clínico do paciente, a morte acontece nessa etapa. Caso não ocorra, após a anestesia ele recebe também uma medicação que causa uma parada respiratória.

 

Quando fazer

“Deve ser utilizada para interromper o sofrimento do animal, em processos muito dolorosos ou incuráveis”, informa Hato. É obrigatória a participação de um médico-veterinário no processo, que deve seguir a legislação do Conselho Federal de Medicina Veterinária.
“Após a morte o animal deve ser encaminhado ao veterinário, que encaminha o corpo para o crematório da prefeitura ou a um cemitério ou crematório animal”, afirma o médico-veterinário.

 

Quando NÃO fazer

Alguns donos chegam ao hospital solicitando a eutanásia, mesmo havendo possibilidade de tratamento. A eutanásia não deve ser realizada em casos em que há tratamento. “O dono do animal deve ser orientado com relação ao curso da doença, tratamentos possíveis, tempo de sobrevida e principalmente qualidade de vida do animal”, afirma Hato. Amputações de membros, como patas, não são justificativas para esse procedimento. Existem rodinhas adaptadas que o ajudam a se locomover normalmente. Agressividade também não é motivo para eutanásia: reeducação e psicologia animal existem para tentar reverter problemas relacionados a comportamento.

 

 

Daniel Yoshimy Hato - CRMV: 21644 - é médico-veterinário na cidade de Santo André/SP.



Receba nossas notícias

Nome
Email


Quem somos|Publicidade|Fale Conosco