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Remédio para animaisDar remédios para um animal não é coisa fácil, mas necessária. O animal muitas vezes rejeita, mas com os procedimentos adequados essa função não será necessariamente tão desgastante de ser realizada

Eduardo Ribeiro Filetti é médico-veterinário na cidade de Santos/SP. Ao ser questionado sobre como dar remédios para um animal, é categórico ao afirmar que “a dose e os horários da prescrição da medicação devem ser seguidos conforme a recomendação do médico-veterinário”.

Dar comprimidos, drágeas ou pílulas, assim como medicamentos líquidos, nem sempre é uma tarefa fácil para alguns donos de animais. Filetti também afirma que “não se deve dissolver comprimidos em água nem fracioná-los em mais de duas partes, pois o princípio ativo pode não estar presente”. Neste caso, o primeiro passo a ser dado é perguntar antes ao veterinário se é possível partir ou triturar o medicamento que vai ser dado ao animal. Remédios na forma de xaropes ou soluções também podem ser usados.

Disfarçar o remédio na comida não é algo recomendado, uma vez que os gatos e cachorros conseguem identificá-lo. Além disso, se o animal não ingerir todo o alimento, receberá uma subdosagem do medicamento. A melhor maneira para tentar dar o comprimido é colocá-lo, inteiro ou em partes, dentro de um pedaço de carne ou salsicha. O primeiro pedaço deve ser dado sem o remédio. Seu animal ficará interessadíssimo no petisco. Já no próximo pedaço, coloque o remédio dentro através de um pequeno orifício. Os cães certamente engolirão rapidamente a carne e o remédio. Os gatos, espécie bem mais exigente quanto ao paladar, podem perceber o medicamento, pois costumam investigar e cheirar antes aquilo que vão comer. Mas, se a tentativa der bons resultados, o dono pode oferecer um terceiro pedaço sem remédio, como recompensa.

“Antibióticos como tetraciclinas e doxiciclinas não devem ser tomados com produtos antiácidos que contenham alumínio, cálcio, magnésio ou preparações que contenham ferro e sais de bismuto, pois estes prejudicam a absorção das tetraciclinas. Não devem ser administrados com leite e seus derivados porque contêm cálcio e prejudicam a absorção”, explica Filetti.

Remediar o animal diretamente na boca é, sem dúvida, o melhor método, pois o dono terá a certeza de que o animal tomou a dose certa. Deve-se colocar o cão ou gato entre as suas pernas, elevar o focinho, abrir sua boca e colocar o comprimido bem no fundo da língua. Se o dono não colocar o comprimido profundamente, é quase certo que o animal vá cuspir depois. Após isso, deve-se fechar a boca do animal e massagear levemente a região do pescoço (garganta). No caso de gatos, cortar antes as unhas do bichano e, para maior segurança, enrolá-lo em uma toalha.

Após medicar o animal, pode-se dar uma recompensa ou algo que ele goste muito, para que ele associe o remédio com um momento de prazer.

Se o remédio for líquido, a situação fica diferente. Alguns cães até aceitam facilmente, sem qualquer mistura. Porém o método de acrescentar o remédio à água ou alimentos não é a melhor opção, pois os medicamentos líquidos alteram o sabor da comida e da água, bem mais que os comprimidos, e o animal comerá ou beberá parcialmente.

Neste caso deve-se utilizar uma seringa sem agulha que comporte toda a dose a ser administrada. O dono deve ficar com o animal entre suas pernas, abrir sua boca e despejar o líquido, aos poucos, no fundo da língua, sempre mantendo a cabeça do animal elevada. Cuspir líquidos é bem mais difícil para o animal do que comprimidos. Se for difícil abrir a boca do animal, a seringa deve ser posicionada na parte interna da bochecha, e então o líquido deve ser despejado.

É importante lembrar que o focinho deve estar elevado ou o líquido escorrerá para fora da boca. Remédios muito amargos podem ser misturados, excepcionalmente, a líquidos bem adocicados, se o seu animal não tiver diabetes.

Após serem medicados, os gatos podem babar e espumar muito pela boca, uma reação normal da glândula salivar dessa espécie.

 

 

Eduardo Ribeiro Filetti é médico-veterinário (CRMV-SP n.º 5.100) formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor titular de Fisiologia Médica na Universidade Santa Cecília. Site: http://www.filetti.com.br



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