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Esta é uma questão polêmica e sempre provoca divergências de opiniões, mas existem diversas causas para evitar que o gato saia para passear. Um dos principais motivos para manter os gatos dentro de casa é a transmissão de doenças por contato direto.

Uma das doenças mais comuns transmitidas entre os gatos é a rinotraqueíte, causada pelo herpes-vírus. Não é contagiosa para os humanos, e nos gatos adultos não costuma causar grandes problemas, mas nos filhotes pode ser até fatal.

Com relação às viroses incuráveis e letais, encontra-se o famoso trio PIF, FIV e FeLV. A PIF (peritonite infecciosa felina) e a FeLV (leucemia felina) são transmitidas por contato direto (lambedura, por exemplo). A FIV (imunodeficiência viral felina) é transmitida nas brigas (mordedura). Vale lembrar que, dessas três, aqui no Brasil temos vacina apenas contra leucemia.

Com relação à famosa toxoplasmose, os gatos de rua são os mais suscetíveis, pois mantêm hábitos de caça (pombos, ratos, etc.), e essa doença sim pode contaminar o homem.

Permitindo que seu gato dê algumas voltinhas, ele também está sujeito a ataques por cães e por outros gatos, atropelamento e envenenamento. Atualmente o gato é o animal que mais sofre maus-tratos por parte dos humanos (dados obtidos por peritos veterinários).

Gatos que têm acesso à rua caçam passarinhos e já são considerados um perigo para a fauna, pois eles não caçam apenas para se alimentar. Você pode oferecer a melhor ração de qualidade, mas, se ele tiver acesso à rua, irá caçar boa parte do tempo.

Outro inconveniente são as pulgas, sarnas e carrapatos. Pulgas não são tão inocentes e podem transmitir doenças do sangue e vermes intestinais aos bichanos.

Por último e não menos importante, o controle populacional. Gatos possuem facilidade em se reproduzir e o excesso de animais de rua é um problema enfrentado há muitos anos aqui no Brasil.

Os animais que vivem confinados podem ter uma vida feliz, basta introduzir no ambiente: brinquedos, prateleiras para o gato escalar e caixas de papelão com furos para fazer de esconderijo. Essas dicas podem ajudar a evitar o tédio e problemas comportamentais.

Geralmente os gatos levam em torno de 15 dias para se adaptar a uma nova situação, portanto é melhor acostumá-lo a ficar preso em casa desde filhote.

Alguns gatos podem se acostumar a passear de coleira, como um cão. Se você quiser tentar, primeiro acostume o gato a usar coleira (peitoral) e guia dentro de casa, depois inicie os passeios gradativamente, sempre retornando caso aconteça algo que deixe o gato muito estressado.

Se for absolutamente impossível seu gato ficar preso em casa, então siga as seguintes dicas para evitar alguns dos problemas citados:

- aplique um produto que previna pulgas, sarna e vermes uma vez ao mês, mas somente com receita veterinária;

- mantenha seu animal anualmente vacinado;

- leve seu gato para ser castrado (fêmeas e machos);

- não corte suas unhas, com elas o gato pode subir em árvores e evitar o ataque por cães.

 

Dra. Laila Massad Ribas é médica veterinária especialista em felinos. Possui mestrado pela faculdade de medicina da USP e atualmente é doutoranda pelo departamento de cirurgia da mesma instituição e faz especialização em medicina felina pela Anclivepa-SP. É autora do www.portalmedicinafelina.com.br.


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