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A comunicação entre o homem e seu animal de estimação é um dos temas que mais intrigam vários pesquisadores da área de Medicina Veterinária. Para expressar algum desejo ou sentimento, os nossos pets adotam uma série de comportamentos peculiares a cada espécie, como é o exemplo dos gatos.

"As formas básicas de comunicação do felino doméstico conosco são basicamente visuais, auditivas, físicas (ou comportamentais) e outras menos aparentes, ao menos para nós humanos, como a olfativa, sendo esta última muito importante para o nosso companheiro", explica o médico-veterinário Gelson Genaro.

Um comportamento que chama muita atenção nos felinos domésticos é a sua independência, principalmente quando comparamos com os cães, por exemplo. De acordo com Gelson, isso se explica pela história evolutiva das espécies.

"O cão, por exemplo, é um animal altamente gregário, enquanto o gato é mais solitário. Por isso, é muito comum ver felinos que se deslocam dos seus lares para procurar contato com outros membros de sua espécie ou para caça", afirma o médico-veterinário.

Apesar de ser um comportamento interessante, a independência felina deve ser vista com cautela, pois nessa situação os gatos podem adquirir doenças, veicular zoonoses, predar espécies ameaçadas, colocar-se em risco por possibilidade de atropelamento, além de uma série de problemas que poderão culminar em situações preocupantes.

 

Por que os gatos se lambem?

Essa possivelmente é uma das perguntas que mais nos intrigam em relação aos felinos domésticos. Segundo o médico-veterinário, tal comportamento possui três razões principais: a regulação da temperatura corporal, a higiene e a identificação odorífera.

"No caso da termorregulação, o animal não possui quantidade suficiente de glândulas sudoríparas para efetuar a sudorese copiosa. Logo, a saliva espalhada pelo corpo do animal permitirá alguma evaporação, eliminando parte do calor de seu corpo", ressalta Genaro.

Sobre os hábitos noturnos desses animais, Gelson destaca que essa não é uma forma correta de definir, já que na realidade eles são crepusculares, ou seja, mais ativos no início e no final do dia. "Os períodos de sono dos gatos são grandes e ocorrem geralmente nos intervalos do dia", completa.

 

Recomendações

Se você quer ter um gato na sua casa, mas não sabe quais cuidados tomar, Genaro faz alguns alertas. O primeiro e principal deles é que todos aqueles envolvidos na questão (família ou casal) devem estar cientes quanto ao tempo de vida do animal, que é de aproximadamente 20 anos, além de suas necessidades, como espaço, segurança, alimentação e higiene.

"O quintal, bem como toda a residência, é suficiente para o animal? A alimentação e a vacinação são conhecidas por todos? É importante lembrar que os animais nem sempre podem ou devem receber alimento caseiro e os petiscos devem ser considerados com cuidado. O local é seguro para o animal? Os apartamentos, por exemplo, devem ser telados e as piscinas cobertas, especialmente quando temos filhotes em casa", aconselha.

Para aqueles que acham que os gatos são menos brincalhões do que os cães, não é preciso se preocupar. Na opinião do médico-veterinário, essa questão está mais relacionada às pessoas envolvidas e seus gostos em particular do que ao próprio animal em si, já que os felinos são tão brincalhões quanto os caninos, dependendo apenas da idade do pet.

"Quem tem preferência por atividades que exigirão mais contato físico, como, por exemplo, correr e interagir com o animal, provavelmente irá ter preferência por interagir com cães. Por outro lado, pessoas mais introspectivas irão ter preferência pelos gatos, com interações mais sutis", afirma Gelson.

 

 

Dr. Gelson Genaro (CRMV-SP 6123) é graduado pela UNESP/Jaboticabal, com Mestrado, Doutorado e Pós-Doutoramento em Fisiologia pela FMRP-USP. Atualmente é Docente do Centro Universitário Barão de Mauá (Fisiologia e Bem-Estar Animal), Orientador Pontual-PG da FFCLRP-USP e também parecerista da FAPESP. Tem experiência na área de: Comportamento Animal, Fisiologia e Metodologia Científica, atuando principalmente nos seguintes temas: Bem- Estar Animal, Fisiologia, Estresse, Reprodução e Metodologia Científica.


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