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Cachorro late demaisLatir é a marca principal de um cão. Mais que um mecanismo de defesa e intimidação, o latido também expressa a emoção do animal. Cada raça tem seu tom, e é difícil ver um cão não latir. Porém alguns animais e consequentemente seus donos enfrentam um problema que parece ser comum a muitos cães e demora a ser resolvido, independente da boa criação: o excesso de latidos

 

Enquanto alguns cães são quietos por natureza, outros simplesmente latem para qualquer coisa que se mova, sempre de maneira histérica e em alto volume. Por isso é importante saber lidar com esses animais da forma mais pacífica possível.

"Existem cães que latem mais que os outros. Muitos animais, quando ficam sozinhos em casa, podem latir muito, o que não é uma regra. Agora tem animais que latem quando toca a campainha ou o interfone, pois associam a alguém chegando. Também há outros que latem na hora em que o dono chega. De dor um animal não late", afirma Carla Alice Berl, veterinária do centro veterinário Pet Care, em São Paulo/SP.

Engana-se quem responde aos latidos com gritos para tentar abafá-los. Essa atitude tem efeito reverso, pois os cães não reconhecem palavras, e sim o tom de voz. Dessa forma, o melhor é replicar com um tom de voz tranquilo, sempre lembrando que ele vai se guiar pelo exemplo dado por seu dono. Mas deve-se manter a firmeza e mostrar a ele que latir não é o caminho ideal para chamar atenção. Apesar da mensagem não ser compreendida, ele certamente vai começar a mudar o comportamento.

Reeducar um cão é uma tarefa que exige treinamento e dedicação por parte do dono. Um filhote mal-educado, se submetido a um processo de reeducação correto, pode se transformar em um cão adulto exemplar, daqueles que aparecem em anúncio de ração.

 

Latir pra quê?

São inúmeras as razões para os cães latirem: chamar a atenção, enfrentar outros cães, usar o latido como forma de aviso aos outros animais das redondezas de sua localização ou para expressar sua alegria ao avistar seu dono.

Assim como acontece com os bebês, uma medida importante é tentar distinguir os diferentes tipos de latidos. Existem os que expressam a vontade de ir à rua, os que expressam fome, vontade de brincar e até a vontade de chamar atenção dos donos. Este último exemplo deve ser ignorado para que os cães não aprendam a conseguir tudo o que querem na base do latido, pois, caso isso ocorra, eles se tornarão incessantes. Não respondendo a esse tipo de pedido, o dono deixa claro que o comportamento do cão não vai resultar no que ele pretende, e, após algumas tentativas mal-sucedidas, ele certamente desistirá.

O latido que expressa a vontade de urinar vem acompanhado de alguns sinais do corpo, como andar em direção à porta da rua. Quando bem administrado pelo dono, esse se torna um comportamento exemplar, especialmente se o cão consegue despertar a atenção do dono sem latir insistentemente até que a porta seja aberta.

Outro tipo de latido comum é aquele realizado quando alguém se aproxima ou toca a campainha. Esse não é um comportamento errôneo, até porque faz parte do instinto de proteção dos cães se manifestarem dessa forma e novamente o comportamento é interessante quando adotado sem histeria. O limite é ultrapassado quando o cão começa a latir para pessoas que passam na rua, para o peixe no aquário etc.

 

Ensinando a latir

Carla Alice Berl recomenda que, em casos extremos, uma tática pode ser utilizada para educar o cão a latir menos. "Quando um cão late muito e chega a atrapalhar a vida da casa, uma dica é, na hora em que ele começar a latir, o dono pegar uma panela e bater com uma colher dentro dela perto do animal. O barulho é desconfortável para eles, que aprenderão rápido a não latir", diz.

Se o cachorro late para o carteiro, o medidor da luz ou gás ou para os vizinhos, a recomendação é "apresentá-los" ao animal, tornando-os familiares, o que teoricamente diminui as chances de latidos sem razão.

Incluir o cachorro no ambiente familiar é fundamental para sua educação. Por isso é importante incluí-lo em passeios, caminhadas com crianças e viagens, quando possível. O caminho para acabar com os latidos em excesso está no carinho, não no castigo. Conquistar a confiança e o respeito do animal é o primeiro passo para um bom convívio. Da mesma forma que o problema não surgiu da noite para o dia, a solução também não será imediata.

 

 

Carla Alice Berl é médica-veterinária (CRMV-SP 3012) formada pela USP, fundadora do Hospital Veterinário Pet Care e hoje presidente do Conselho Administrativo do Hospital


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