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Uivo de cachorroUm som familiar e único é o uivo. Normalmente o cão comunica excitação, alerta, solidão ou desejo. “O uivo é um recurso usado pelos cães para se comunicarem a distância e serve principalmente para atrair a atenção dos companheiros de matilha. Através do uivo, a voz do cão atinge o timbre mais alto, podendo ser percebida a vários quilômetros de distância. Além de reunir a matilha, o uivo serve para anunciar a presença de fêmeas no cio, para expressar contentamento ou aliviar o tédio e a solidão. O contexto é que define a intenção do cachorro”, explica a médica-veterinária Dra. Rubia Burnier.

O uivo nos cães é quase tão contagiante quanto o bocejo nos humanos: quando um cão começa a uivar, todos os outros que conseguem ouvi-lo uivam também. Grupos de cães presos costumam uivar à noite ou durante as primeiras horas do dia, quando há pouco movimento no ar.

Para os humanos, o som de um uivo é bem desagradável. Usualmente, esse som é emitido por cães muito solitários e, provavelmente, o animal está expressando seu desejo de uma companhia. A excelente capacidade auditiva dos cães permite que eles consigam se comunicar a longas distâncias. A capacidade de uivar é muito característica em raças mais próximas dos lobos, quanto aos seus ancestrais, como, por exemplo, os huskies siberianos, os malamutes do Alaska, o basenji e o rodesiano (Rhodesian Ridgeback), cão oriundo da África do Sul.

Outro motivo que estimula o cão a uivar é a presença de uma cadela no cio, cujo cheiro se espalha pelo vento, atraindo machos mesmo distantes e criando assim uma "sinfonia de uivos". Os machos podem uivar continuamente para as fêmeas, que podem responder da mesma maneira. Até mesmo as raças toy, que geralmente não uivam em circunstâncias normais, podem reagir dessa maneira quando são mantidas isoladas durante o período do cio.

Existe também uma variedade de outros sons caninos – grunhidos, fungos e guinchos –, todos eles com algum significado na comunicação (cão-cão e cão-homem), sem que seja necessário associá-los a um determinado comportamento ou comportamentos.
O "tom de voz" canino varia muito de raça para raça. O exemplo clássico é o basenji, um cão praticamente mudo, incapaz de produzir qualquer som semelhante a um latido. Outra raça relativamente calada é o galgo; de fato, quase todos – os gazehounds, os salukis e os borzóis –não são muito barulhentos; eles apenas latem ou ganem quando extremamente provocados. Os chows-chows e muitas raças do grupo spitz também são cães relativamente calados.

Os terriers têm a reputação de serem cães que latem excessivamente, o que pode ser uma expressão de monotonia por se sentirem impedidos de dar vazão à sua incrível energia.

“Identificar o motivo do uivo e entender a intenção do animal é a maneira correta de agir, pois não podemos simplesmente puni-lo por agir de acordo com seu instinto. Pelo contrário, temos que ajudá-lo a canalizar seus desejos reprimidos e amenizar suas frustrações, ao mesmo tempo ensiná-lo a controlar os excessos e a falta de limite. O cão tem necessidade de se comunicar e usa não só a voz, mas todo o corpo, para expressar suas emoções. Se o uivo incomoda, o jeito é manter o cão dentro de casa, seguro e bem acompanhado. E permitir que ele tenha um mínimo de identidade. Nosso melhor amigo merece isso”, finaliza Rubia.

 

 

Dra. Rubia Burnier (CRMV n.º 05870) formou-se em Medicina Veterinária pela UNIFENAS-MG. Trabalhou nos primeiros anos de sua carreira com animais de pequeno, médio e grande porte. Hoje se dedica exclusivamente à clínica de cães e gatos, e também atua como terapeuta comportamental.


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