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Há duas semanas, o Idmed Pet trouxe uma matéria sobre a expectativa de vida dos nossos animais de estimação. Por que eles vivem menos do que nós? Tamanho e raça podem influenciar? Um ano de vida de um cão ou gato equivale a quantos anos de um ser humano? Para relembrar essas respostas, clique aqui.

Uma das grandes responsáveis pela saúde dos nossos cães e gatos e, consequentemente, de uma maior expectativa de vida dos mesmos é a alimentação. O animal que envelhece necessita dos mesmos nutrientes que teve durante os estados anteriores, porém uma nova abordagem nutricional baseada em modificações quantitativas e qualitativas é necessária devido às alterações físicas e metabólicas, celulares e orgânicas, particulares ao processo de envelhecimento.

"A quantidade de nutrientes requerida por unidade de peso corporal pode mudar, e a maneira de fornecer esses nutrientes ao animal pode precisar de modificações. Assim, o manejo da alimentação depende da dieta normal do animal e do seu estado de saúde atual", explica a médica-veterinária Flávia de Oliveira.

À medida que envelhecem, os cães e gatos tornam-se menos ativos, havendo também uma redução da taxa metabólica e resultando em uma menor necessidade de calorias para manter o peso corporal e a condições ideais. Portanto deve-se monitorar a condição corporal do cão ou gato e ajustar o consumo alimentar de modo a evitar uma obesidade conforme as exigências energéticas diminuírem.

Proteínas: há uma perda de reserva de proteínas com o avanço da idade dos animais, o que prejudica a reação do organismo a situações adversas como estresse e doenças, deixando os cães e gatos mais vulneráveis. É importante que os animais recebam proteínas de alta qualidade em nível suficiente para fornecer os aminoácidos essenciais requeridos para as necessidades de manutenção do organismo e para minimizar as perdas do tecido fibroso.

Gorduras: para as gorduras, é postulado que o aumento da porcentagem de gordura corporal que aparece com a idade é, em parte, o resultado de um aumento da incapacidade do organismo para metabolizar os lipídios. Diminuir discretamente a quantidade de gorduras da dieta pode beneficiar os cães e gatos geriátricos. Também se deve levar em conta um consumo adequado de ácidos graxos insaturados.

Minerais e vitaminas: dietas geriátricas devem apresentar uma redução de 15% a 20% no teor de fósforo e um ligeiro aumento no teor de cálcio, sem comprometer a relação. O aumento dos teores de vitamina E e vitamina A em dietas geriátricas é uma estratégia nutricional interessante.

"A utilização de alimentos funcionais, como fibras solúveis, antioxidantes naturais, ácidos graxos poli-insaturados, taurina e carnitina, entre outros, pode auxiliar nos procedimentos para manutenção da saúde dos animais geriátricos", aconselha Flávia.

 

Outras dicas

Além do nutricional, existem outros aspectos que devem ser observados. Em animais castrados, por exemplo, há uma expectativa de vida maior do que em animais inteiros, principalmente nos gatos. Nesse caso, o único cuidado a ser tomado é evitar o sobrepeso, visto que o sedentarismo diminui a expectativa de vida desses animais.

O envelhecimento precoce e alguns processos patológicos podem ser prevenidos ou desacelerados por programas de saúde que incluam exames periódicos, hábitos higiênicos, exercícios físicos, além das modificações nutricionais adequadas. Caminhadas constantes e exercícios regulares, assim como para humanos, também são aconselháveis para aumentar a expectativa de vida.

"A melhor compreensão dos eventos metabólicos e do processo de envelhecimento contribui para o desenvolvimento de uma medicina preventiva e para a preservação da integridade do organismo, longevidade e qualidade de vida", destaca a médica-veterinária.

Os cuidados pertinentes ao envelhecimento devem ser iniciados tão logo os animais atinjam a idade média de maturidade e ter prosseguimento até o final da vida deles, para assim aumentar a expectativa e a qualidade de vida dos animais de companhia.

 

 

Dra. Flávia Maria de Oliveira Borges Saad é médica-veterinária graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, com Especialização em Produção Animal - Centro Internacional de Altos Estudios Agronómicos Mediterráneos, CIHEAM, Zaragoza - Espanha. Possui Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado em Nutrição de Não Ruminantes - Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Minas Gerais. É professora associada - Universidade Federal de Lavras – UFLA - Departamento de Zootecnia em Nutrição de Cães e Gatos. Tem mais de 100 orientações de alunos de especialização, mestrado e doutorado. Publicou cerca de 200 artigos e trabalhos científicos em periódicos e em anais de eventos e ministrou mais de 80 palestras em congressos, simpósios e encontros sobre nutrição de animais de companhia (cães, gatos, aves e animais exóticos) em eventos nacionais e internacionais.

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