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A cinomose é uma doença grave, que atinge principalmente os cães, e que é fatal em cerca de 50% dos casos. Por isso, é necessário atenção!

Ela é transmitida pelo ar e por gotículas de secreções vindas dos pulmões, faringe e cavidade nasal através de tosse e espirros. "Nós mesmos também podemos carregar o vírus nas roupas, mãos e sapatos que tenham tido contato com essas secreções de animais doentes", explica a veterinária Giovana Dall'Agnol.

De acordo com ela, a febre é um sintoma comum na fase inicial, mas os sintomas podem envolver o sistema digestivo, com vômito, diarreia e perda de apetite, o sistema respiratório, com secreção nasal e ocular, tosse, pneumonia, e também o sistema nervoso, causando convulsões, paralisias e tremores, não necessariamente ao mesmo tempo.

A febre é uma manifestação comum no início, seguida da fase digestiva (vômito, diarreia, queda de apetite), fase respiratória (tosse, secreção nasal e ocular, pneumonia) e por fim a fase neurológica (mioclonias, paralisias, convulsões). Nem sempre todas as fases aparecem no mesmo animal. Em casos agudos os animais morrem rapidamente antes de passar por todas as fases. Animais velhos que nunca foram imunizados podem adoecer e desenvolver apenas sintomas neurológicos.

O diagnóstico é feito através do histórico do animal (idade, se tem vacinas, se teve contato com animais doentes), de exames laboratoriais, sorologia e outros métodos que podem ajudar a detectar as causas dos sintomas e iniciar um tratamento.

Por se tratar de uma infecção viral, não há um tratamento específico contra o vírus. O que se faz é o controle dos sintomas até que se complete o ciclo do vírus e o sistema imunológico do animal responda. "No geral recomenda-se internação e isolamento para não contaminar outros animais, fluidos intravenosos, antibióticos para evitar infecções bacterianas secundárias e anticonvulsivantes para diminuir os sintomas neurológicos", explica a veterinária.

O animal que consegue se curar da doença pode ficar com sequelas, principalmente motoras, como paralisias, tremores em várias partes do corpo e crises convulsivas.

Segundo Giovana, a melhor forma de prevenção é vacinar os animais com vacinas de boa qualidade, aplicadas por veterinário. Filhotes recebem 3 doses de vacina, com 45, 75 e 105 dias de vida, que devem ser reforçadas anualmente. Adultos são vacinados contra a cinomose 1 vez por ano. "A polivalente canina (V6, V8 ou V10) é a vacina ideal para imunizar os cães contra cinomose e outras doenças graves", diz ela.

A veterinária chama a atenção para o fato de que quanto mais cedo for o atendimento veterinário, maiores as chances de recuperação, por isso o dono do cão deve ficar atento a qualquer sintoma. "A eutanásia é recomendada em caso de sequelas graves irreversíveis que impeçam a qualidade de vida do animal", diz ela.

Os cães recuperados não se tornam portadores, mas é importante realizar a desinfecção do local ou vazio sanitário antes de introduzir outro animal no mesmo ambiente onde permaneceu um cão doente.

 

 

Giovana Dall'Agnol é veterinária formada pela Universidade Federal de Santa Maria, trabalha com clínica e cirurgia de pequenos animais em clínica própria e controle populacional de cães e gatos pela Prefeitura Municipal de Caxias do Sul.

CRMV-RS 11156


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