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Conheça mais sobre a gravidez psicológica em cadelas

A sua cadela está um pouco mais quieta do que o habitual? Ela tem adotado objetos como sapatos, almofadas, animais de pelúcia e pedaços de pano para cuidar com maior sentimento de posse, como se fosse um filhote? Esses e outros sintomas podem ser sinais da pseudociese, um fenômeno que também acontece nos seres humanos, mas com outros sintomas, e que é popularmente conhecido como gravidez psicológica.

A pseudociese canina é uma alteração na qual a cadela apresenta comportamento materno e produz leite mesmo sem estar grávida. Segundo a médica-veterinária Dra. Silvia Edelweiss Crusco, esse fenômeno tem origem no resquício de comportamento primitivo da época em que os cães viviam com os lobos. "Na natureza é fisiológico, pois as lobas que não estão com filhotes cuidam das que os tem, que são as dominantes e saem para caçar", explica.

Alguns especialistas apontam também que a gravidez psicológica normalmente acontece em animais que nunca cruzaram e já passaram por mais de um cio. No entanto, vale ressaltar que o problema também pode ocorrer já no primeiro cio e é muito mais comum do que se imagina.

 

Recomendações

Além da produção de leite e da adoção de objetos para cuidar como forma de vínculo materno, as cadelas com a pseudociese apresentam um pequeno aumento abdominal e mostram-se um pouco mais caladas do que o normal. Nesse caso, o ideal é levá-la a um médico-veterinário para que ele possa observar a intensidade desses sintomas e verificar a melhor medida clínica a ser adotada.

De acordo a Dra. Silvia Edelweiss Crusco, a gravidez psicológica de cadelas possui tratamento e pode ser controlada. "Existem medicamentos que favorecem a parada da produção de leite e causam com isso uma saída do quadro", afirma. A médica-veterinária ainda alerta para consequências mais graves que podem ocorrer com recorrência da pseudociese. "As cadelas que têm gravidez psicológica com constância podem concomitantemente ter cistos ovarianos ou hipotireoidismo. Existe uma tendência a terem infecções uterinas (piometra) e baixas taxas de fertilidade", ressalta.

 

 

Dra. Silvia Edelweiss Crusco é graduada em Medicina Veterinária pela Faculdade de Medicina Veterinária da USP. Mestre e Doutora pelo Programa de Reprodução Animal (VRA - FMVZ- USP) e tem pós-doutorado (UNESP). É professora titular da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Paulista - São Paulo (UNIP). Atua há 21 anos na área de clínica de reprodução e inseminação artificial em cães e gatos.


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