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Você costuma ir sempre ao oftalmologista, para evitar problemas futuros, como a catarata, por exemplo? Saiba que esse é um problema que pode afetar também os cães.

O veterinário especialista em oftalmologista, Paulo Renato Lasmar Rei, explica que a catarata é definida como qualquer opacificação da lente (cristalino) do olho canino. A lente canina, assim como a do ser humano , é um tecido (formado por células) que, quando está em seu estado normal, tem a função de convergir os raios luminosos que a atravessam para produzir uma imagem em foco na retina. A morte ou desnaturação dessas células leva à perda da transparência do tecido da lente, gerando então uma opacidade que bloqueia a passagem da luz e, por conseguinte, a visão.

Algumas raças têm geneticamente mais predisposição à catarata, entre elas o poodle, o cocker spaniel, schnauzer, golden retriever e o yorkshire.

Mas engana-se quem acha que a catarata só pode afetar os cães idosos. Segundo o especialista, ela pode se apresentar já ao nascimento, a chamada catarata congênita, e também aparecer nos adultos jovens, além, é claro, dos idosos.

Paulo explica que são basicamente quatro tipos principais de catarata em cães: a genética, a diabética, a traumática e a secundária à degeneração retiniana.

O único tratamento eficaz contra a catarata é a cirurgia, sendo no cão, assim como no homem, a técnica de facoemulsificação com implantação de prótese a mais eficiente na restauração da visão do paciente.

Segundo ele, não há prevenção específica para a doença. O que se recomenda é, no caso da catarata genética, a castração de animais portadores da genética, para evitar a disseminação do gene. No caso de animais diabéticos, um criterioso controle da glicemia é essencial, sempre tentando evitar valores séricos de glicose superiores a 300 ug/dl, que é quando o desencadeamento da catarata se torna mais provável.

Ele salienta que é de fundamental importância que, ao menor sinal ou suspeita de catarata, o dono procure um oftalmologista veterinário, pois o diagnóstico precoce permite a realização da cirurgia no momento correto, evitando que com a evolução a doença acabe por gerar alterações oculares graves no bulbo ocular, como a uveíte ou o glaucoma, que, por sua vez, podem impedir qualquer chance de recuperação da visão do paciente.

 

Paulo Renato Lasmar Rei é graduado pela UFF. Responsável pelo setor de oftalmologia clínica e cirúrgica da Animália. Responsável pelo setor de oftalmologia clínica e cirúrgica da Policlínica Veterinária Botafogo. Professor convidado do curso de especialização em oftalmologia da Anclivepa-SP, onde é responsável pelo módulo de Cirurgia de catarata (complicações da facoemulsificação e do implante de lentes intraoculares). www.animalia.com.br

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