Busca

AgilityA tarefa é simples: percorrer um circuito de obstáculos no menor tempo possível e com o menor número de faltas. Seria mais simples ainda se não fosse um único detalhe: quem deve realizá-la é um cão. Estamos falando do “agility”, um esporte desenvolvido especialmente para os caninos

  

Origens

O agility nasceu em 1978, na Inglaterra, com a finalidade de entreter o público nos intervalos dos julgamentos dos grupos até o final do “Best in Show da Crufts Dogs Show”, uma das maiores exposições de beleza canina do mundo, reunindo mais de 20 mil cães.
A primeira apresentação foi de tão grande sucesso que até hoje o agility faz parte desse evento.

Praticado por duplas compostas de um cão e seu condutor, o agility teve suas regras iniciais baseadas no hipismo. O objetivo é terminar a prova sem cometer infrações e no menor tempo possível, fazendo do agility um esporte de habilidade e velocidade, um critério decisivo de desempate.

“Sendo uma atividade em que o condutor deve orientar o cão através do percurso com informações claras e precisas, a dupla se beneficia também com o reforço da relação cão-humano. Cães que praticam agility são mais socializados em razão da convivência com outros cães e humanos em treinos e competições. Há ainda o fato de condutores e cães se manterem ativos, mas, por ser uma atividade de alto impacto, é desejável que ambos passem por avaliação médica”, explica o professor de educação física Guilherme Trevisani.
Regras exigentes

No agility, o condutor deve guiar seu cão usando gestos e comandos verbais, e o cão nunca poderá ser tocado com as mãos de forma voluntária, tampouco pode ser estimulado com brinquedos ou comida.

“O único pré-requisito para a participação em campeonatos de agility é quanto à idade do cão, que deve ter no mínimo 18 meses para a participação em eventos oficiais. No Brasil, há a disputa na categoria INICIANTES, em que participam animais a partir dos 12 meses de idade. Nesse caso, os obstáculos de salto são mais baixos e não são utilizados alguns outros obstáculos”, afirma Guilherme, que também explica as divisões da competição:
São 3 categorias, de acordo com a altura dos cães, e que determinam as dimensões de certos obstáculos:

- MINI, para cães com menos de 35 cm na cernelha;

- MIDI, para cães medindo de 35 cm a 43 cm na cernelha;

- STANDARD, para cães a partir de 43 cm na cernelha.

 

Outra divisão é com relação ao grau de dificuldade do percurso, sendo: Iniciantes, Grau 1, Grau 2 e Grau 3.

A disputa se dá pelo resultado combinado de duas pistas distintas e inéditas, desenhadas pelo árbitro. Vence a dupla que completar as duas pistas com o menor número de faltas e no menor tempo.

Até o momento da prova, a dupla não sabe qual é o percurso a ser executado, que é determinado momentos antes pelo juiz. Porém há um tempo (7 a 10 minutos no Brasil) para que as duplas competidoras façam o reconhecimento da pista e montem sua estratégia de condução, que varia de condutor para condutor ou, até mesmo, de dupla para dupla. Um mesmo condutor pode ter estratégias diferentes para cães diferentes.
No Brasil também tem!

No Brasil existe a Comissão Brasileira de Agility (CBA), um órgão designado pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), que tem por objetivo coordenar, divulgar, promover, normatizar, controlar e fiscalizar em todo o território nacional a prática do agility.

A CBA tem por princípio maior fazer difundir o agility em todo o território nacional, através de palestras, cursos e bancas de juízes, demonstrações e aparições em todos os meios de comunicação possíveis, fazendo respeitar a integração entre o homem e o cão, sem dúvida alguma, os amigos mais fiéis de que já se tem notícia.

Através de normas e regulamentos especialmente criados para isso, o agility se desenvolve através de Campeonatos Estaduais e Nacionais, sendo que deste último são selecionadas as nove duplas que anualmente representam o Brasil nos Campeonatos Mundiais de Agility promovidos pela FCI.

“As competições nacionais mais importantes são o CAMPEONATO BRASILEIRO DE AGILITY e a COPA CBA DE AGILITY. As melhores duplas do primeiro são convocadas a integrar a equipe nacional que representará o país no Campeonato Mundial. As duplas que se destacam na Copa são convidadas a participar dos treinos e clínicas técnicas para aperfeiçoamento e observação da Comissão Técnica Brasileira de Agility. A novidade do ano-calendário 2009/2010 vai ser a realização da II COPA SÉRGIO DE CASTRO, também classificatória para o Mundial”, finaliza Guilherme.

 

 


Guilherme Trevisani é professor de educação física e treinador de cães para a prática de agility.


blog comments powered by Disqus

Mais acessadas do mês

Filhote do mês

Prev Next
Mel
Ted
Phiona

Quer ver seu pet aqui? envie uma foto com a historia dele para filhotedomes@idmed.com.br




Receba nossas notícias

Nome
Email


Quem somos|Publicidade|Fale Conosco