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O Guia Completo: O que as tartarugas marinhas comem?

As tartarugas marinhas são uma das sete espécies de quelônios em todo o mundo que possuem características únicas.

Sua carapaça é formada pelas costelas e parte da coluna vertebral, possuindo duas peças que se unem lateralmente. As aletas substituem os pés e seu corpo é optimizado para passar horas nadando, o que condiz com o seu habitat natural – os oceanos e mares quentes.

As tartarugas marinhas podem ter três tipos de alimentação – carnívora, herbívora e onívora.

A alimentação varia dependendo da espécie, zona do mundo em que habitam e migratória, ensejando assim uma variedade na dieta. Nos próximos tópicos, analisaremos mais detalhadamente o que cada tipo de tartaruga come e a importância de preservá-las.

O que as tartarugas marinhas herbívoras comem?

As tartarugas marinhas herbívoras são um grupo dentro das tartarugas marinhas que se alimentam exclusivamente de plantas. Elas possuem um bico córneo serrilhado que as ajuda a cortar as plantas de que se alimentam.

A tartaruga-verde (Chelonia mydas) é a única espécie de tartaruga marinha herbívora existente. Ela consome algas e plantas fanerógamas marinhas, como a Zostera e a Posidonia Oceânica.

 tartarugas marinhas comendo
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Durante a vida adulta, a dieta dessas tartarugas é totalmente vegetariana. Porém, enquanto filhote ou jovem, a tartaruga-verde é onívora e consome também invertebrados. Acredita-se que a mudança na alimentação seja relacionada a uma maior necessidade de proteínas durante o crescimento.

As tartarugas marinhas herbívoras, como a tartaruga-verde, são muito importantes para a manutenção do equilíbrio ecológico nas áreas costeiras, onde elas se alimentam de plantas aquáticas. Elas também ajudam a controlar o crescimento de algas, evitando que sejam sufocadas por elas.

No entanto, as tartarugas marinhas herbívoras estão ameaçadas pela sobrepesca de algas e pela poluição causada por atividades humanas, como a agricultura intensiva e a urbanização costeira.

É importante que medidas de conservação sejam tomadas para garantir a sobrevivência dessas espécies e manter o equilíbrio dos ecossistemas costeiros.

O que as tartarugas marinhas onívoras comem?

As tartarugas marinhas onívoras são animais que possuem uma alimentação diversificada, consumindo tanto plantas quanto animais. Em geral, elas se alimentam de invertebrados marinhos, como crustáceos e moluscos, que vivem no fundo do mar. Além disso, essas tartarugas podem consumir algas e plantas aquáticas.

Entre as espécies de tartarugas marinhas onívoras, podemos destacar a tartaruga-comum (Caretta caretta). Essas tartarugas se alimentam de todo tipo de invertebrados, algas e fanerógamas marinhas. Também é comum que elas consumam alguns peixes.

A alimentação da tartaruga-comum varia ao longo do ano. No verão, elas se alimentam principalmente de caranguejos e outros crustáceos, enquanto no inverno, elas se alimentam mais de moluscos. Além disso, durante todo o ano, elas podem consumir pequenas quantidades de algas.

 tartarugas marinhas comendo
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Apesar de serem onívoras, as tartarugas marinhas apresentam algumas preferências alimentares. Por exemplo, a tartaruga-comum prefere alimentos que possuem um alto teor de gordura, o que pode ser importante para manter sua energia durante longas migrações.

Além disso, é importante ressaltar que a alimentação das tartarugas marinhas pode variar de acordo com a espécie, a idade e o habitat. Algumas espécies podem ter uma alimentação mais especializada, como as tartarugas marinhas herbívoras, enquanto outras apresentam uma dieta mais diversificada.

Em resumo, as tartarugas marinhas onívoras são animais que possuem uma alimentação diversificada, consumindo tanto plantas quanto animais. A tartaruga-comum é uma das espécies mais comuns e se alimenta principalmente de invertebrados marinhos, algas e fanerógamas marinhas. Ao longo do ano, sua dieta pode variar de acordo com as disponibilidades alimentares em seu habitat.

O que as tartarugas marinhas carnívoras comem?

Tartarugas marinhas carnívoras são um grupo de espécies que se alimentam exclusivamente de animais invertebrados marinhos. Entre esses animais estão incluídos crustáceos, esponjas, moluscos, medusas e poliquetos.

Essas tartarugas são dotadas de dentes amarelados e pontiagudos que lhes permitem prender e cortar suas presas. Um dos animais preferidos das tartarugas marinhas carnívoras é a medusa da classe Scyphozoa, também conhecida como água-viva.

As tartarugas podem consumir grandes quantidades de medusas em uma única refeição, e esse comportamento tem impactos importantes na dinâmica dos ecossistemas marinhos, especialmente quando há grandes concentrações dessas presas disponíveis.

Outros animais que fazem parte da dieta das tartarugas marinhas carnívoras são as esponjas e os moluscos. Esses organismos são importantes fontes de proteínas e minerais para as tartarugas, que precisam de uma dieta rica em nutrientes para manter sua complexa biologia funcionando adequadamente.

Uma espécie de tartaruga marinha carnívora de grande importância é a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Essa é a maior tartaruga do mundo, podendo alcançar até 700 kg de peso. Sua alimentação é baseada principalmente em medusas, mas também pode incluir outros animais, como moluscos e crustáceos.

tartarugas marinhas comendo
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A tartaruga-de-couro é uma espécie em risco de extinção, devido principalmente às atividades humanas que têm impactos negativos em seu habitat e em suas áreas de alimentação. A pesca acidental é uma das principais ameaças a essa espécie, já que as tartarugas podem ficar presas nas redes dos pescadores e acabar morrendo afogadas.

A poluição marinha também é um problema, já que as tartarugas podem ingerir plástico e outros resíduos que causam obstruções em seu sistema digestivo.

A proteção das tartarugas marinhas carnívoras e de seus habitats é fundamental para garantir a sobrevivência dessas espécies e para manter o equilíbrio dos ecossistemas marinhos. A conscientização da população sobre a importância desses animais e a implementação de políticas públicas efetivas são medidas cruciais para garantir o futuro das tartarugas marinhas carnívoras e de toda a biodiversidade marinha.

Conclusão

As tartarugas marinhas são animais fascinantes que possuem hábitos alimentares peculiares.

Aprendemos que elas são herbívoras, onívoras e carnívoras e a alimentação varia conforme a espécie, a idade e o habitat. As tartarugas marinhas herbívoras se alimentam principalmente de algas e plantas aquáticas, entre elas a Zostera e a Posidonia Oceânica.

Já as onívoras consomem animais invertebrados, plantas e alguns peixes que vivem no fundo do mar.

E as carnívoras têm uma dieta baseada em medusas, zooplâncton, esponjas, moluscos crustáceos e alguns peixes.

É importante ressaltar a importância da preservação das tartarugas marinhas e do seu habitat natural, o oceano.

Além de serem animais majestosos e fascinantes, as tartarugas marinhas desempenham um papel crucial no ecossistema marinho.

Elas ajudam a manter o equilíbrio ecológico e controlam a população de algas e outros animais marinhos.

Infelizmente, as tartarugas marinhas estão enfrentando diversas ameaças, incluindo a pesca predatória, a poluição marinha e a perda do habitat natural devido às mudanças climáticas e à interferência humana.

Por isso, a preservação das tartarugas marinhas é essencial para a manutenção da biodiversidade dos oceanos e, consequentemente, tem um impacto direto na qualidade de vida de toda a sociedade.

Para concluir, aprendemos que as tartarugas marinhas possuem hábitos alimentares peculiares e desempenham um papel crucial no ecossistema marinho.

É essencial que a preservação desses animais seja uma prioridade para todos nós.

Cada um pode contribuir para a preservação das tartarugas marinhas através de pequenas atitudes diárias, como evitar o consumo de produtos que ameaçam a vida marinha, como plásticos e frutos do mar predatórios, e apoiar projetos de preservação desses animais e do ambiente marinho.

By Prof.ª Dr.ª Kelly Cristine de Sousa Pontes

Pós-doutora em Medicina, na área de Oftalmologia e Oncologia, pela Leiden University – Holanda e Doutora em Cirúrgicas e Anestésicas Aplicadas aos Animais, pela Universidade Federal de Viçosa

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