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Meu gato come pouco – Descubra as causas e saiba o que fazer

A falta de apetite nos gatos é um sinal preocupante para seus tutores. Neste artigo, discutiremos as possíveis causas da diminuição do apetite felino e o que fazer caso seu gato não esteja se alimentando adequadamente.

Meu gato come pouco – Causas

A anorexia ou perda de apetite nos gatos é um sinal frequente e inespecífico nas consultas veterinárias, além de ser uma grande preocupação para seus tutores.

A anorexia pode provocar consequências na saúde de nossos gatos como desidratação, debilidade, perda de musculatura, queda da imunidade, até doenças graves como o fígado gorduroso ou alterações na função intestinal que, por sua vez, complicariam o diagnóstico da causa primária da perda de apetite.

A primeira coisa que pode vir na cabeça como causa da anorexia é uma doença, no entanto, existem outras várias respostas que podem alterar o comportamento alimentar do felino, desde alterações ambientais externas ao animal que provocam desde estresse à uma intoxicação ou seus próprios ciclos reprodutivos.

gato comendo(1)
gato comendo(1)

Doença na boca Caso o seu gato apresente dificuldades para mastigar ou sinta dor ao comer, pode ser que esteja com algum problema na boca.

Possíveis causas destes problemas são doenças da boca como as que afetam a gengiva e os dentes (gengivite, gengivoestomatite crônica felina, periodontite, reabsorção dentária, tumores ou corpos estranhos na boca ou língua), assim como transtornos ortopédicos ou neurológicos da mandíbula.

Se você observar o gato comendo pouco, é importante examinar a boca do animal e procurar o veterinário para que a causa seja diagnosticada.

Doenças internas Nos casos em que aproximamos a comida e o gato rejeita ou ignora e não se interessa nem por seu alimento preferido, devemos pensar em algo que está acontecendo internamente. Possíveis doenças que podem fazer um gato comer menos, ficar apático, vomitar ou apresentar outros sintomas de alarme, são:

  • Insuficiência renal Além de comer menos, o gato tem mais sede ou urina mais do que o normal? Se a resposta for afirmativa e, além disso, você notou que o gato come pouco e toma muita água, pode se tratar de uma doença dos rins. É recomendável uma consulta veterinária ao ano nos gatos maiores de sete anos para realizar um check-up renal e medir a pressão arterial.
  • Problemas hepáticos Se o gato se recusa a comer, vomita ou come muito pouco, enquanto exibe sinais de perda de peso e fraqueza, pode ser que esteja sofrendo de problemas hepáticos. Esta condição é potencialmente fatal, razão pela qual é importante levá-lo a um veterinário o quanto antes.
  • Pancreatite A pancreatite é uma inflamação do pâncreas que pode ser aguda ou crônica e que quando ocorre uma diminuição ou falta de secreção de enzimas digestivas, pode causar uma aversão ao alimento. A pancreatite pode ser diagnosticada por meio de exames específicos para medir os níveis de enzimas pancreáticas no sangue.

Mudança de alimento Mudanças repentinas de marca ou tipo de alimento podem ser a causa da redução da sua ingestão por não gostar ou por necessitar de um período de adaptação ao mesmo. Por isso, em gatos se recomenda mudanças progressivas, começando por misturar o novo alimento com o antigo.

Cuidado para não cair em armadilhas de marketing criadas por alguns fabricantes de alimentos para animais, que afirmam que seus alimentos são superiores aos outros. Gatos são animais carnívoros estritos, o que faz com que necessitem de maior quantidade de proteínas na dieta e nunca poderiam ser alimentados com dieta vegetariana.

Por esta razão, alimentos que não tenham carne ou que não permitam obter os nutrientes essenciais que necessitam, podem ser prejudiciais para a saúde do seu gato.

gato comendo maça
gato comendo maça

Meu gato come pouco – O que fazer

Observando o comportamento do gato Como citado acima, um dos principais sinais que indicam que um gato não está bem é a falta de apetite. Caso você perceba que o seu gato está com dificuldades em aceitar a comida, as seguintes ações podem ajudar a estimulá-lo:

  • Tente mudar o tipo ou marca de alimento e variar a oferta de petisco.
  • Uma das coisas a se fazer se o seu gato parar de comer é oferecer uma gama de alimentos úmidos.
  • Oferecer outros petiscos que seu gato possa gostar é uma boa opção, como petiscos de frango ou atum. Isso pode ajudar a aumentar o interesse do gato pela comida.

Importância da água na alimentação No caso dos gatos, é muito importante garantir que eles bebam água suficiente, principalmente se a comida for seca. Uma maneira de estimular o consumo de água é incluir mais recipientes de água em vários locais da casa, além de manter a água limpa e fresca.

Visita ao veterinário Se mesmo após as ações mencionadas acima o seu gato ainda não come, isso pode ser um sinal de que há um problema mais grave. É importante visitar o veterinário para um exame de diagnóstico e avaliação, para determinar a causa subjacente da perda de apetite e definir o melhor tratamento.

Alteração do ambiente Ambientes estressantes podem ser prejudiciais à saúde dos gatos, pois diminuem a disposição e interferem no comportamento alimentar. Coloque local apropriado para o animal se alimentar, utilize comedouros e bebedouros específicos para cada animal dificultando assim a propagação de bactérias, mantenha os recipientes limpos, longe da caixa de areia e mantenha o ambiente de descanso limpo e com acesso à exposição ao sol.

Curiosidades sobre a alimentação do gato

Os gatos e a água: Os gatos são animais que têm uma necessidade muito importante por água. Enquanto os humanos precisam de cerca de 2 a 3 litros de água por dia para sobreviver, os gatos precisam de até 70ml de água por quilo de peso corporal. Ou seja, um gato de 4kg precisa de pelo menos 280ml de água por dia.

O consumo de água é tão importante que pode influenciar diretamente na qualidade de vida e no desenvolvimento de doenças renais no animal. Por conta de suas raízes felinas, o gato não tem o hábito de beber água com frequência. Eles preferem obter água a partir dos alimentos que ingerem. Por isso, é importante oferecer alimentos úmidos aos gatos, que ajudarão a mantê-los hidratados e saudáveis.

gato comendo abacate
gato comendo abacate

A ração ideal para gatos:

Os gatos são animais carnívoros estritos, ou seja, necessitam de uma dieta baseada em proteínas animais. Por isso, é importante escolher uma ração de qualidade, que contenha proteína animal como primeiro ingrediente na lista. Idealmente, a ração também deve conter baixos teores de carboidratos e grãos, que podem ser prejudiciais à saúde do gato.

É importante lembrar que cada gato é um indivíduo único, e portanto suas necessidades nutricionais podem variar. Por isso, consulte sempre um veterinário antes de trocar a ração do seu gato, para que ele possa orientar de acordo com as particularidades do animal.

Os perigos da alimentação humana:

Embora possa ser tentador oferecer alimentos humanos ao seu gato, é importante saber que nem todos os alimentos que consumimos são seguros para os felinos. Alguns alimentos humanos podem ser tóxicos para os gatos, causando desde vômitos e diarreia até problemas mais graves, como insuficiência renal ou hepática.

Alguns exemplos de alimentos que devem ser evitados são: cebola, alho, chocolate, café, uvas e passas, abacate, leite e derivados, entre outros. Sempre consulte o veterinário antes de oferecer alimentos humanos ao seu gato.

Alimentos para evitar no dia a dia:

Além dos alimentos que devem ser evitados, existem alguns alimentos que devem ser oferecidos com moderação aos gatos. Isso porque alguns alimentos podem causar obesidade, diabetes e outros problemas de saúde.

Alguns exemplos de alimentos que devem ser oferecidos com moderação são: petiscos e snacks industrializados, alimentos muito calóricos como salsichas e bacon, e frutas e verduras que contenham altos índices de açúcares.

gato comendo abacate
gato comendo abacate

Em resumo, a dieta do gato deve ser baseada em proteínas animais, ser adequada às necessidades nutricionais do animal, e estar livre de alimentos tóxicos e prejudiciais à saúde. Lembre-se sempre de consultar um veterinário para orientação em relação à alimentação do seu gato.

Cuidados com a alimentação do gato

Quantidade Ideal de Comida por Dia:

É crucial que o dono saiba a quantidade adequada de comida para seu gato, levando em conta peso, idade, atividade física e estado de saúde do animal. Opte por rações de qualidade, ricas em proteínas e vitaminas, sem corantes ou conservantes artificiais.

Escolha rações enriquecidas com taurina, essencial para o coração e visão do gato. Um gato adulto de porte médio deve consumir cerca de 50 a 70 gramas de ração seca por dia, divididos em duas ou três refeições. Gatos mais jovens e ativos precisam de mais calorias e proteínas, então ajuste a quantidade conforme as necessidades individuais.

Horários para Alimentação:

Estabeleça horários regulares para as refeições do gato, mantendo sua rotina alimentar para evitar obesidade e outros problemas de saúde. Garanta que o comedouro esteja sempre limpo e forneça água fresca, trocando-a regularmente e mantendo-a em local fresco, longe da luz solar direta.

Dicas para Estimular a Alimentação:

Gatos podem ser exigentes com a comida, portanto, é útil tornar a hora da refeição mais atraente. Experimente diferentes tipos de comedouros, como tigelas rasas e largas que imitam a forma como os gatos comem na natureza.

gatinho filhote
gatinho filhote

Ofereça variedades de sabores de ração e suplementos alimentares, como petiscos e sachês com patê de carne ou frango, que contêm mais umidade e auxiliam na hidratação. Brincadeiras e interações durante as refeições também podem incentivar a alimentação, tornando o momento mais agradável para o gato.

Considerações finais

Observar o comportamento e apetite do seu gato é fundamental para garantir que ele esteja saudável e feliz. Não deixe de levar o seu gato a um veterinário caso perceba alguma alteração em seu padrão alimentar. A água também é fundamental para a saúde do seu felino.

Alimente-o com uma ração adequada, evite alimentação humana e garanta que ele esteja seguindo uma rotina alimentar saudável.

By Prof.ª Dr.ª Kelly Cristine de Sousa Pontes

Pós-doutora em Medicina, na área de Oftalmologia e Oncologia, pela Leiden University – Holanda e Doutora em Cirúrgicas e Anestésicas Aplicadas aos Animais, pela Universidade Federal de Viçosa

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