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Meu Gato não Quer Comer: Causas e Soluções

Os gatos são animais fascinantes e inquietantes. Eles são seres que gostam de manter sua rotina e o seu espaço de privacidade. Quando esses hábitos são alterados, eles podem ficar estressados e deixar de comer. Por isso, existem diversas causas para o “meu gato não quer comer”.

Neste artigo, vamos abordar as possíveis razões para o seu gato estar sem apetite, além de apresentar algumas soluções para esse problema.

A alimentação é fundamental para a sua saúde e bem-estar, por isso, é importante entender as necessidades do seu gato e garantir que ele receba a melhor nutrição possível. Vamos lá!

Meu gato não quer comer e está triste: causas por fatores externos

O comportamento de um gato é influenciado por fatores externos, como a mudança na rotina, a mudança física do ambiente, alimentação inadequada e interações sociais. Se o seu gato não quer comer e está triste, é importante analisar esses fatores para identificar a causa e resolver o problema.

gato magro
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Mudança na rotina

Os gatos são animais que gostam de rotina e não se adaptam facilmente às mudanças. Se você mudou a rotina do seu gato, isso pode estar causando estresse e fazendo com que ele perca o apetite. Por exemplo, se você alterou os horários das refeições ou do ambiente em que ele se alimenta, o gato pode não querer mais comer.

Novo ambiente ou mudança física

Se você mudou de casa ou fez uma mudança no ambiente em que o gato vive, isso pode estar afetando a saúde do animal. Os gatos são territorialistas e precisam de um ambiente estável para se sentir confortáveis. Além disso, se você trocou a marca ou tipo de ração, o gato pode estar se recusando a comer.

Alimentação inadequada

A alimentação é um fator muito importante para a saúde do gato. Se ele não está recebendo os nutrientes necessários, isso pode afetar o seu apetite e causar tristeza. Certifique-se de que a ração do seu gato é de boa qualidade e que está de acordo com as necessidades dele. Verifique também se o gato não está comendo alimentos proibidos.

Interações sociais

Os gatos são animais independentes, mas precisam de interações sociais para se sentirem felizes e saudáveis. Se o gato está sendo isolado ou não tem companhia, isso pode estar causando tristeza e falta de apetite. Certifique-se de que o seu gato está tendo interações sociais adequadas e que está se sentindo confortável em casa.

cachorro magro(1)
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Meu gato não quer comer e está triste: causas por fatores internos

Dentre as causas de um gato sem apetite por fatores internos (no próprio organismo do animal), estão a ingestão de corpos estranhos, problemas dentais, doenças sistêmicas, distúrbios digestivos e problemas renais.

Ingestão de corpos estranhos

A ingestão de corpos estranhos é bastante comum em animais de estimação, sobretudo nos gatos, que costumam brincar bastante. Fios elétricos, objetos pontiagudos e pequenos objetos de tecido são alguns dos exemplos de objetos perigosos caso o animal venha a ingeri-los. Isso pode provocar irritação na mucosa gastrointestinal e conduzir a torção ou perfuração.

Problemas dentais

Problemas dentais não são exclusivos de humanos. Gatos, assim como outros animais de estimação, estão geralmente sujeitos aos mesmos problemas, alguns deles decorrentes do acúmulo de placa bacteriana e consequente inflamação gengival. As cáries bacterianas têm como sintomas a dor, a febre e o mal estar geral. Essa situação pode levar o gato a ter resistência em comer, sendo possível, inclusive, observar que o gato só está comendo de um lado da boca.

gato magro
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Doenças sistêmicas

Doenças sistêmicas são aquelas que afetam todo o organismo do gato. Infecções crônicas, parasitas, viroses e neoplasias são alguns exemplos de doenças que podem desencadear a diminuição do apetite do animal. Caso a diminuição de apetite seja constante e persistente, as doenças sistêmicas devem ser investigadas.

Distúrbios digestivos

Distúrbios digestivos, como gastrite, úlcera, enterite e outros, podem provocar vômitos, diarreia e, como consequência, inapetência no animal.

Problemas renais

Problemas renais, como insuficiência renal, são mais comuns em gatos idosos, mas também podem acontecer em animais mais jovens. Além da falta de apetite, a insuficiência renal nos gatos pode se apresentar como sede excessiva e alterações urinárias.

É importante lembrar que, além dessas possíveis causas, outras condições podem gerar a redução do apetite dos gatos, como infecções respiratórias, verminoses, muco oral, entre outras. Caso o problema persista por mais de 48 horas, é fundamental buscar ajuda de um veterinário.

Meu gato não quer comer: rotina, depressão e estresse

Os gatos podem ter problemas emocionais, assim como os seres humanos. Eles podem ficar estressados, tristes e até ter depressão, o que pode afetar o seu apetite. Conhecer a personalidade do seu felino é muito importante para saber quais as situações que são normais e quais não são.

Rotina e Mudanças

É normal que gatos sejam resistentes a mudanças e que sejam animais bastante rotineiros, tendo horários para comer, dormir e brincar. Porém, mudanças na rotina podem afetá-los e fazê-los perder o apetite. Isso pode acontecer quando os tutores passam a ter uma rotina diferente, como viajar ou mudar de casa.

Os felinos podem se sentir inseguros em ambientes novos ou quando algo muda em seu ambiente habitual, como a chegada de um novo animal de estimação. Isso pode deixá-los ansiosos e estressados, o que pode afetar a sua fome.

gato bem magro
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Depressão em Gatos

O estresse também pode levar à depressão em gatos, um problema bastante sério que pode afetar não só o seu apetite, mas também o seu comportamento de forma geral. A depressão em gatos é causada por vários fatores, como a solidão, a falta de estímulo e a ausência de interação social. Eles podem ficar apáticos, tristes e sem energia, sem vontade de fazer nada, nem mesmo de comer.

Manter a Rotina e Oferecer Estímulos

Mudanças na rotina dos tutores, viagens, ausência de carinho e atenção podem desencadear problemas emocionais em gatos, como estresse e depressão. Portanto, é importante entender e conhecer a personalidade do felino para que possamos identificar possíveis problemas nesse sentido.

Se o seu gato está com problemas emocionais, tente ao máximo manter a sua rotina, ofereça atividades que sejam do seu interesse, brinquedos para estimulação, mantenha interações diárias e carinho e atenção são fundamentais.

Importância da Rotina Alimentar

A mudança na rotina do felino pode afetar diretamente o seu apetite, e não só quando há viagens ou mudança de casa. Algumas pequenas mudanças na rotina do felino, como a troca de marca ou tipo de ração ou de comer em um horário diferente, podem fazer com que o animal perca o apetite. Portanto, é importante manter a sua rotina alimentar, oferecendo alimentação de qualidade e em horários regulares.

Buscar Ajuda Profissional

Stress e depressão em gatos não são problemas simples e, embora o tutor possa ajudar a melhorar a situação, é sempre importante buscar ajuda profissional. Esses problemas podem ser tratados com terapia comportamental, medicamentos e outros tipos de terapias. Em resumo, mudanças na rotina, stress e depressão são problemas que podem afetar o apetite dos felinos.

Compreender a personalidade do animal, manter a rotina de alimentação e oferecer estímulos e interações saudáveis e diárias pode ajudar a prevenir e a amenizar esses problemas. Se o comportamento persistir, é hora de buscar ajuda profissional.

gato comendo cebola
gato comendo cebola

Meu gato não quer comer: O que fazer?

Se o seu gato está sem apetite, triste e inapetente, é importante que você busque ajuda de um veterinário o mais rápido possível. Somente um especialista poderá analisar o quadro do seu animal e prescrever o tratamento adequado.

Medidas que você pode tomar em casa antes ou depois da consulta:

  1. Consultar um veterinário: Como destacamos, se há um problema de saúde, somente um profissional pode indicar o melhor tratamento para o seu gato. O ideal é levar o animal o quanto antes e relatar o desenvolvimento dos sintomas, como a falta de apetite e tristeza. É importante estar preparado para responder questões sobre a alimentação habitual do gato, rotina, mudanças que ocorreram no ambiente, idade e outras.
  2. Ofereça diferentes tipos de alimentos: Algumas causas de recusa alimentar estão relacionadas à monotonia e ao tédio da dieta. Tente atender as preferências alimentares do seu gato e ofereça diversos tipos de comida para estimulá-lo a comer. Experimente diferentes texturas de alimentos, desde pates a grãos úmidos e secos.
  3. Administre medicações: Se o veterinário identificar algum problema de saúde, ele pode receitar medicações que ajudarão a controlar os sintomas e a tratar a causa do mal-estar. É importante seguir à risca as indicações do especialista para não prejudicar o tratamento.
  4. Realize exames: O diagnóstico precoce de doenças ajudará no sucesso do tratamento do seu felino. Por isso, o veterinário pode solicitar alguns exames como hemograma, exame de fezes, urina, radiografia ou ultrassom. Com os resultados é possível identificar o problema e a gravidade do quadro.

Lembre-se que o seu gato é um animal que precisa de cuidados diários de higiene, alimentação e lazer. Caso note alguma mudança no comportamento do seu felino, como falta de apetite, sono em excesso ou sempre se esconder, não hesite em buscar ajuda de um profissional para identificar a causa e indicar o melhor tratamento. Cuide e ame seu filho felino, incluindo seus acessos aos veterinários.

Conclusão

É importante salientar que, em casos de animais de estimação, a prevenção sempre é a melhor opção. Oferecer uma dieta equilibrada e adaptada às necessidades do gato, assim como levar o animal regularmente ao veterinário pode evitar que problemas de saúde se manifestem.

Esperamos que este artigo tenha sido útil e ajude a compreender melhor como lidar com o seu gato caso ele apresente falta de apetite ou outros problemas de saúde. Lembre-se, a saúde e o bem-estar do seu felino dependem do seu cuidado e atenção constantes.

By Prof.ª Dr.ª Kelly Cristine de Sousa Pontes

Pós-doutora em Medicina, na área de Oftalmologia e Oncologia, pela Leiden University – Holanda e Doutora em Cirúrgicas e Anestésicas Aplicadas aos Animais, pela Universidade Federal de Viçosa

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